O movimento de eletrificação no Brasil ganha novos contornos à medida que a infraestrutura de recarga avança, mas ainda enfrenta desafios em viagens longas de longa distância.
A grande novidade na linha de compactos atende pelo nome de BYD Dolphin G. Concebido originalmente com foco nas exigências rigorosas de espaço e dirigibilidade do mercado europeu, o modelo híbrido plug-in (DM-i) teve sua chegada confirmada para o mercado brasileiro. Com previsão de nacionalização e início das vendas consolidadas no país, o veículo preencherá uma lacuna estratégica abaixo do Song Plus.
Sob o capô, o Dolphin G abandonará a configuração puramente movida a bateria para adotar a tecnologia híbrida plug-in DM-i, que será devidamente adaptada pela engenharia local para se transformar em um sistema híbrido flex. Essa tecnologia permite que o veículo funcione prioritariamente no modo elétrico no trânsito urbano, acionando o motor a combustão térmica apenas quando necessário ou para regenerar a carga da bateria.
O conjunto mecânico do novo compacto trará elementos de alta eficiência energética que são marcas registradas da fabricante: – Motor térmico flex integrado otimizado para queimar etanol ou gasolina com alta taxa de eficiência. – Bateria Blade LFP (Fosfato de Ferro-Lítio) com capacidades que variam de 7,8 kWh a 18 kWh, dependendo da versão escolhida. – Autonomia em modo 100% elétrico estimada entre 40 km e 90 km no ciclo global, permitindo que a grande maioria dos motoristas faça seus trajetos diários sem gastar uma única gota de combustível líquido. – Recarga Plug-in que possibilita abastecer a bateria diretamente em tomadas residenciais ou carregadores rápidos de parede (Wallbox), reduzindo drasticamente o custo por quilômetro rodado.
A conquista de 48,09% de eficiência térmica reacende um debate crucial no setor de mobilidade. Nos últimos anos, a solução da indústria para mover SUVs pesados com foco ecológico foi instalar pacotes de baterias gigantescos e pesadíssimos, que muitas vezes ultrapassam os 600 kg. O resultado prático são veículos que pesam quase três toneladas, gerando desgaste severo de pneus, freios e componentes de suspensão.
Ao aplicar um motor focado em funcionar de forma integrada ao sistema elétrico, a Dongfeng expandiu a "zona doce" de alta eficiência para mais de 50% do tempo total de operação do propulsor. Isso significa que, operando como gerador estático ou tracionando o veículo em velocidades de cruzeiro, o motor praticamente elimina o desperdício de energia.
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