Novo Toyota GRMN Corolla com 300cv

Se você acha que um hatchback esportivo moderno precisa ser um veículo dócil, repleto de assistências eletrônicas invasivas e focado no conforto para levar a família ao shopping, a Toyota acaba de quebrar esse paradigma.

A divisão automobilística de alto desempenho da marca japonesa decidiu rasgar o manual do bom mocismo e desenvolveu uma máquina purista, projetada especificamente para quem busca triturar tempos de volta em circuitos e sentir cada milímetro do asfalto nas mãos.

A divisão esportiva da montadora revelou mundialmente o inédito Toyota GRMN Corolla. A sigla, que significa Gazoo Racing tuned by Master of Nürburgring, representa o topo absoluto da pirâmide de performance da marca. O veículo não foi projetado em simulações de computador superficiais; ele foi exaustivamente testado e refinado nas curvas do lendário circuito de Nürburgring Nordschleife, na Alemanha, sob a supervisão direta de pilotos de teste da Super Taikyu Series.

O que significa a sigla GRMN

A cabine recebeu modificações drásticas que deixam claras as intenções do projeto: Eliminação total dos bancos traseiros, transformando o veículo em um autêntico esportivo de apenas dois lugares para aliviar peso no eixo traseiro. Adoção de bancos dianteiros tipo concha de encosto alto, fabricados em polímero reforçado com fibra de vidro e revestidos em camurça sintética para garantir máxima sustentação lateral sob forças G elevadas. Capô e para-lamas dianteiros em fibra de carbono, reduzindo o peso estrutural na seção frontal e melhorando a distribuição de massa entre os eixos. Acabamento interno simplificado com revestimento flocado no painel de instrumentos para evitar reflexos no para-brisa durante a pilotagem sob sol forte.

Debaixo do capô de fibra de carbono, o modelo ostenta o consagrado motor de produção G16E-GTS 1.6 Turbo de três cilindros. A potência máxima foi mantida em 300 cv a 6.500 rpm, mas o grande trunfo técnico reside no retrabalho da curva de entrega de força.

O torque máximo foi ampliado de 40,8 kgfm para 41,8 kgfm, com foco principal na faixa média de rotação entre 3.600 rpm e 4.800 rpm — o regime exato utilizado pelos pilotos para retomar a velocidade na saída de curvas de circuitos fechados.

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